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Lista de exercícios sobre funções orgânicas – 2º D – ETEC Júlio de Mesquita

Segue em anexo a lista de exercícios sobre funções orgânicas.

Lista de exerc. sobre funções orgânicas

Lista de exercícios sobre concentração de soluções – 2ºH – ETEC Júlio de Mesquita

Lista de exercícios sobre concentração de soluções, 2ºH, ETEC Júlio de Mesquita.

Aula de Exercícios sobre Concentração de Soluções

Lista de exercícios sobre TP e Ligações químicas – 1ºD – ETEC Júlio de Mesquita.

Lista de exercícios sobre tabela periódica e ligações químicas.

Propriedades Periódicas – 1ºD

Lista de exercícios sobre reações orgânicas de oxidação – 2ºA SICOII – ETEC Júlio de Mesquita.

Lista de exercícios sobre reações orgânicas de oxidação – 2ºA SICOII.

reações orgãnicas – oxidação -sem gab

Exercícios de eletroquímica – 2ºA – ETEC Júlio de Mesquita

Lista de exercícios de química geral para o 2ºA (ETEC Júlio de Mesquita).

exercícios de eletroquímica – 2A – QG

Lista de exercícios sobre Tabela Periódica. 1º A – ETEC Júlio de Mesquita.

Alunos do 1º A de Química (ETEC Júlio de Mesquita), segue anexo lista de exercícios sobre TP … entregar a resolução no dia da prova de química geral, 18/09/2013

Propriedades Periódicas – 1A

Propriedades Periódicas – 1A

Físicos fazem caminho matemático das partículas ao Universo

Redação do Site Inovação Tecnológica – 05/08/2013

Como nas gravuras de M.C. Escher, em que as coisas se fundem de forma suave, o mundo é simultaneamente relativístico, clássico e quântico, dependendo das dimensões que consideremos.

Mas um vislumbre de como misturar as tintas e mover os pincéis para terminar esse quadro acaba de ser obtido de forma surpreendente por Steffen Gielen (Universidade de Hannover, Alemanha), Daniele Oriti (Instituto Perímetro, Canadá) e Lorenzo Sindoni (Instituto Max Planck, Alemanha).

O trio partiu de equações da mecânica quântica e chegou a uma equação cosmológica, desenvolvida há quase um século, que descreve o tipo de universo mais fundamental, um universo vazio, onde as coisas ainda estão por ser criadas.

“Se você mostrar a última equação do nosso trabalho para um cosmólogo, ele não vai ficar muito impressionado porque é a equação mais básica da cosmologia,” comentou Gielen.

Mas o que impressiona é que a equação elaborada por Alexander Friedmann em 1924 – ele partiu da Relatividade Geral recém-elaborada por Einstein – foi derivada a partir das equações que tentam descrever a gravidade quântica.

Gravidade quântica

As pesquisas sobre a gravidade quântica tentam unificar a física do muito grande – as descrições da Teoria da Relatividade Geral de Einstein – com a física do muito pequeno – as partículas descritas pela mecânica quântica.

Ambas as teorias têm suportado valentemente décadas de verificação experimental, mas não conversam entre si – quem conseguir unificá-las será fatalmente chamado de “novo Einstein”.

Assim, quando o trio chegou a uma equação fundamental da cosmologia através de uma das vertentes propostas para explicar a gravidade em termos quânticos – chamada teoria dos grupos de campos – eles tiveram suas razões para se sentirem “bastante animados”.

Isto demonstra uma possibilidade de se encontrar uma compatibilidade entre a mecânica quântica e a relatividade geral, algo crucial para uma melhor compreensão das origens do universo, já que o Big Bang é o melhor exemplo de um caso de aparente incompatibilidade das duas teorias.

Agora os pesquisadores querem tentar encontrar a mesma compatibilidade usando modelos mais complexos do Universo, levando em conta coisas como a matéria e outros “complicadores”.

Ou seja, agora eles precisam preencher seu universo com “coisas” e ver se as previsões contidas em suas equações ainda se mantêm.

Bibliografia:

Cosmology from Group Field Theory Formalism for Quantum Gravity
Steffen Gielen, Daniele Oriti, Lorenzo Sindoni
Physical Review Letters
Vol.: 111, 031301
DOI: 10.1103/PhysRevLett.111.031301

Paul Dirac–Manuscrito original de Doutorado–1926–Mecânica Quântica.

Paul Dirac Medalha Nobel

Dirac 3.jpgPaul Dirac, Califórnia, 1930

Prêmio(s)
Nobel prize medal.svg Nobel de Física (1933), Medalha Real (1939), Medalha Copley (1952), Medalha Max Planck (1952)

Paul Adrien Maurice Dirac OM, FRS (Bristol, 8 de Agosto de 1902Tallahassee, 20 de Outubro de 1984) foi um físico teórico britânico.

Estudou engenharia elétrica na Universidade de Bristol, completando o curso em 1921. Em 1923 se formou em matemática e recebeu uma bolsa de pesquisa no St John’s College, na Universidade de Cambridge.

Fez contribuições fundamentais para o desenvolvimento da Mecânica Quântica e Eletrodinâmica Quântica. Foi Professor lucasiano de Matemática da Universidade de Cambridge e passou os últimos dez anos da sua vida na Florida State University. Entre outras descobertas, formulou a Equação de Dirac, que descreve o comportamento do férmion e que o levou à previsão da existência da antimatéria.

Em sua tese, defendida em 1926, desenvolveu uma versão da Mecânica Quântica incorporando a “Mecânica Matricial” de Werner Heisenberg com a “Mecânica Ondulatória” de Erwin Schrödinger num único formalismo matemático.

Em 1928, desenvolveu a chamada Equação de Dirac, que descreve o comportamento relativístico do elétron. Esta teoria o levou a prever a existência do pósitron, a antipartícula do elétron, que foi observado experimentalmente em 1932 por Carl David Anderson.

Recebeu em 1933, junto com Erwin Schrödinger, o Nobel de Física1 .

Participou da 5ª, 6ª, 7ª e 8ª Conferência de Solvay.

Equação de Dirac

{\Delta x}\, {\Delta p} \ge \frac{\hbar}{2}

Na mecânica quântica, equação de Dirac é uma equação de onda relativística proposta por Paul Dirac em 1928 que descreve com sucesso partículas elementares de spin-½, como o elétron. Anteriormente, a equação de Klein-Gordon (uma equação de segunda ordem nas derivadas temporais e espaciais) foi proposta para a mesma função, mas apresentou severos problemas na definição de densidade de probabilidade. A equação de Dirac é uma equação de primeira ordem, o que eliminou este tipo de problema. Além disso, a equação de Dirac introduziu teoricamente o conceito de antipartícula, confirmado experimentalmente pela descoberta em 1932 do pósitron, e mostrou que spin poderia ser deduzido facilmente da equação, ao invés de postulado. Contudo, a equação de Dirac não é perfeitamente compatível com a teoria da relatividade, pois não prevê a criação e destruição de partículas, algo que apenas uma teoria quântica de campos poderia tratar.

A equação propriamente dita é dada por:

 \left(\alpha_0 mc^2 + \sum_{j = 1}^3 \alpha_j p_j \, c\right) \psi (\mathbf{x},t) = i \hbar \frac{\partial\psi}{\partial t} (\mathbf{x},t) ,

na qual m é a massa de repouso do elétron, c é a velocidade da luz, p é o operador momentum linear \hbar é a constante de Planck divida por 2π, x e t são as coordenadas de espaço e tempo e ψ(x, t) é uma função de onda com quatro componentes.

Cada α é um operador linear que se aplica à função de onda. Escritos como matrizes 4×4, são conhecidos como matrizes de Dirac. Uma das escolhas possíveis de matrizes é a seguinte:

\alpha_0 = \begin{bmatrix} 1 & 0 & 0 & 0 \\ 0 & 1 & 0 & 0 \\ 0 & 0 & -1 & 0 \\ 0 & 0 & 0 & -1 \end{bmatrix} \quad \alpha_1 = \begin{bmatrix} 0 & 0 & 0 & 1 \\ 0 & 0 & 1 & 0 \\ 0 & 1 & 0 & 0 \\ 1 & 0 & 0 & 0 \end{bmatrix}
\alpha_2 = \begin{bmatrix} 0 & 0 & 0 & -i \\ 0 & 0 & i & 0 \\ 0 & -i& 0 & 0 \\ i & 0 & 0 & 0 \end{bmatrix} \quad \alpha_3 = \begin{bmatrix} 0 & 0 & 1 & 0 \\ 0 & 0 & 0 & -1 \\ 1 & 0 & 0 & 0 \\ 0 & -1 & 0 & 0 \end{bmatrix}

Fonte: Manuscrito de Paul Dirac (1926); Wikipedia.

Calor mostra comportamento surpreendente em escala atômica

  • Redação do Site Inovação Tecnológica – 04/07/2013

Nanotermômetro mostra comportamento surpreendente do calor em escala atômica

Em um nanofio em escala molecular, o calor se concentra em um dos lados, deixando o outro frio. [Imagem: Pramod Reddy Lab]

Calor atômico

Depois de descobrir que, em nanoescala, a energia pode ser transportada diretamente do frio para o calor, pesquisadores agora verificaram que o calor pode nem mesmo se espalhar.

Quando uma corrente elétrica atravessa um material que conduz eletricidade, há uma certa resistência do material que resulta na geração de calor – isso só não acontece nos supercondutores.

Embora a geração de calor em circuitos maiores seja um fenômeno bem compreendido, a física clássica não consegue descrever a relação entre calor e eletricidade no limite da escala, na nanoescala, onde os componentes envolvidos têm cerca de um nanômetro de tamanho, sendo formados por apenas alguns átomos.

No mundo tangível, em macroescala, quando a eletricidade passa por um fio, o fio inteiro se aquece, assim como todos os eletrodos ao longo do circuito.

Agora, novas tecnologias de medição estão permitindo ver que não é nada disso que ocorre em nanoescala.

Quando o “fio” é uma molécula de escala nanométrica, conectando apenas dois eletrodos, a temperatura sobe predominantemente em apenas um deles.

“Em um dispositivo em escala atômica, todo o aquecimento fica concentrado em um lugar,” explica Pramod Reddy, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.

Teoria de Landauer

Entender de antemão onde a temperatura vai subir em um sistema eletrônico pode ser uma ajuda sem paralelo para os engenheiros que querem projetar computadores, telefones celulares e dispositivos médicos confiáveis e de alto desempenho.

Essa nova informação é essencial não apenas no processo normal de miniaturização da eletrônica tradicional, que já está partindo para o uso de nanofios, como também da eletrônica molecular e dos aparatos usados na computação quântica.

“A coisa mais importante é entender a relação entre o calor dissipado e a estrutura eletrônica do dispositivo, sem o que você não vai conseguir alcançar a escala atômica. Este trabalho dá pistas sobre isso pela primeira vez.

“Os resultados deste trabalho atestam firmemente a validade de uma teoria de dissipação de calor originalmente proposta por Rolf Landauer, um físico da IBM.

“Além disso, os insights obtidos neste trabalho também permitem uma compreensão mais profunda da relação entre a dissipação de calor e fenômenos termoelétricos em escala atômica – a conversão de calor em eletricidade,” conclui o pesquisador.

Bibliografia:
Heat dissipation in atomic-scale junctions
Woochul Lee, Kyeongtae Kim, Wonho Jeong, Linda Angela Zotti, Fabian Pauly, Juan Carlos Cuevas, Pramod Reddy
Nature
Vol.: 498, 209-212
DOI: 10.1038/nature12183

Feira Mundial de Chicago de 1893.

De onde veio o futuro: uma viagem pela Feira Mundial de Chicago de 1893

Por – <!– Matt Novak–>  12 jul, 2013 – 07:18
  O que você faria se tivesse uma máquina do tempo? Assistiria a construção das pirâmides do Egito? Acompanharia Jesus enquanto ele transformava água em vinho? Mataria Hitler, talvez? Essas são algumas causas nobres. Mas já disse isso muitas vezes e mantenho minha posição: se eu tivesse uma máquina do tempo, visitaria a Feira Mundial de 1893, em Chicago.

A feira era oficialmente chamada World’s Columbian Exposition para homenagear os 400 anos da chegada de Cristóvão Colombo à América do Norte. Ela foi a feira feita para encerrar as grandes feiras. Foi a 15º exposição como esta realizada no mundo, a segunda nos Estados Unidos. Montada próximo ao Lago Michigan, nada nela era pequena: 2,4 km² de área de exposição, e mais de 200 instalações. Mas o seu legado físico não é nada perto do legado do progresso tecnológico que ela deixou.

 

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Estima-se que um em cada quatro americanos viram a exposição em 1893, o que é surpreendente considerando que ela ficou aberta apenas por 6 meses. E por que eu gostaria de me juntar aos milhões (27 milhões, segundo algumas estimativas) que visitaram a Feira? Claro, tinha a arquitetura Beaux-Arts (que inspirou Frank Baum quando ele imaginou a Cidade das Esmeraldas do Magico de Oz), além de enormes estátuas e vendedores de comida. Mas o principal motivo é que ela representava o Futuro.

Como outras que a antecederam, a Feira Mundial de 1983 foi onde inventores de todas as partes do mundo puderam mostrar novos gadgets. Mas a edição de Chicago se destaca pela enorme amplitude de suas ofertas, incluindo máquinas primitivas de fax, novos telefones, um trem elétrico, luzes de neon e cintos elétricos que alegavam curar diversas doenças. O século XX estava no horizonte, e as pessoas invadiram Chicago para ver o que ele reservava.

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Como você deve lembrar, tenho uma grande coleção de todo o tipo de coisa que eu chamo de “paleofuturas” – livros, magazines, fotografias, entre outros, e coleciono há seis anos. Nos meus arquivos há uma coleção de ingressos originais para as Feiras Mundiais – tenho tickets para as edições de Nova York de 1939 e 1964, ticket para a exposição de 1900 em Paris, e até para a Feira Mundial de 1982 em Knoxville (que algumas pessoas devem se lembrar de um episódio de 1996 de Os Simpsons). Também tenho o ticket da Feira de 1983 que você pode ver acima.

Então pegue seu ingresso e vamos ver algumas das coisas mais legais que apareceram naquele ano.

Chicago prepara seu caminho para o futuro

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A Feira de 1893 foi a tentativa da cidade de Chicago tentar conquistar algum respeito dentro dos Estados Unidos. O pessoal de Nova York não gostava muito de lá – mas a cidade pretendia melhorar para mostrar para aquele pessoal de Nova York e do resto do mundo qual era o seu potencial.

Como você pode ver no pôster acima, Chicago queria desesperadamente ser conhecida como a “Metrópole do Oeste” em um tempo em que qualquer coisa no Oeste era considerada selvagem. Naquele fim de século XIX, Chicago estava emergindo como uma força econômica e cultural. E a Feira Mundial era a oportunidade de provar isso para o mundo.

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Exposição de Nikola Tesla

A Feira era uma excelente oportunidade para inventores mostrarem suas mais recentes ofertas. E as contribuições do lendário Nikola Tesla incluem alguns fantásticos exemplos de tecnologias que se tornaram comuns nos anos seguintes, junto com alguns gadgets divertidos que estavam apenas em demonstração.

Na última categoria, encontramos o Ovo de Colombo. Na anterior, o motor de corrente alternada. A presença de Tesla foi além da sua exposição. A Westinghouse, empregadora de Tesla, ganhou o contrato para iluminar toda a White City, um projeto de cidade ideal que foi apresentada na feira. Então, o trabalho de Tesla – especificamente seu desenvolvimento de sistemas de energia de corrente alternada – estava virtualmente em todas as partes da Feira.

Em uma biografia de Tesla de 1996, escrita por Marc Seifer, há uma explicação do que estava sendo mostrado pelo inventor:

A exibição de Tesla, que ocupou parte do espaço da Westinghouse, contava com diversos dispositivos de corrente alternada em fase inicial de desenvolvimento, incluindo motores, armaduras, geradores e placas fosforescentes de eletricistas notáveis, como Helmholtz, Faraday, Maxwell, Henry, e Franklin, e uma placa do poeta favorito sérvio dele, Jovan Zmaj Jovanovich. Tesla também mostrou tubos de vácuo iluminados por meio de transmissão sem fio, o seu ovo de Colombo rotatório, folhas de luz criadas por descarga de alta frequência entre duas placas de isolamento, e outros sinais de neon que mostravam “Westinghouse” e “Bem-vindo, eletricistas”. As duas últimas amostras “produziam o efeito de uma descarga atmosférica modificada… acompanhada de um barulho ensurdecedor semelhante.” Esta foi, provavelmente, uma das mais sensacionais atrações vistas na instalação, já que o barulho poderia ser ouvido em qualquer lugar, e a luz do relâmpago era bastante brilhante.

O Templo Egípcio Iluminado

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A reprodução de um templo egípcio de 1.800 a.C foi um dos destaques da feira. Mas a Western Electric decidiu criar sua própria versão menor do templo, completando ela com luzes elétricas brilhantes.

A exibição da Western Electric era intencionalmente provocativa, com a mistura do velho com o novo. Imagens egípcias foram feitos para parecerem modernos, com luzes elétricas e até telefones egípcios funcionais. Como o guia da feira explica:

Outra grande exibição na parte de elétrica foi organizada pela Western Electric Company, de Chicago. Ela tinha três pavilhões, um deles decorado como um templo egípcio com painéis no exterior com figuras egípcias associadas a eletricidade. Há um grupo de donzelas egípcias da época de Ramsés operando um telefone, e outro grupo de homens do mesmo período enviando linhas telegráficas. O conceito é muito popular.

Abaixo está uma foto do interior do templo, tirada do livro The Chicago World’s Fair of 1893: A Photographic Record de Stanley Appelbaum.

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O Telautógrafo de Elisha Gray

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O telautógrafo foi inventado pelo engenheiro elétrico Elisha Gray e foi mostrado para o público pela primeira vez na Feira de 1893. A invenção foi patenteada em 1888, e devemos entendê-la como uma máquina de fax primitiva, convertendo escrita à mão em impulsos elétricos que poderiam ser enviados e reproduzidos em grandes distâncias.

Gray explicou o potencial para revolucionar o futuro da comunicação em uma entrevista de 1888 para a The Manufactures & Builder:

Com a minha invenção você pode sentar em seu escritório em Chicago, pegar uma caneta na sua mão, escrever uma mensagem para mim, e, enquanto a caneta se mexe, uma outra aqui no meu laboratório se move simultaneamente e forma as mesmas letras e palavras que você escreveu. O que você escreve em Chicago é instantaneamente reproduzido aqui em fac-simile. Você pode escrever em qualquer idioma, usar códigos ou criptogramas, não importa, a mensagem é reproduzida aqui. Se você quiser desenhar uma figura é a mesma coisa, ela é reproduzida aqui. O artista do seu jornal pode, com este dispositivo, telegrafar suas imagens do trem, ou outros repórteres podem telegrafar as descrições em palavras.

Um barulho ensurdecedor na Instalação Elétrica

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Uma das partes ruins de toda a tecnologia futurística apresentada na Feira deve ter sido o barulho. Segundo muitos relatos, havia um barulho ensurdecedor de máquinas na Feira de 1893. Aparentemente ninguém entendeu antes da abertura da Instalação Elétrica como tanto barulho poderia ser produzido quando todas as tecnologias eram mostradas em um espaço confinado. Durante horários de pico, muitas pessoas saíram depois de alguns minutos após encontrarem o barulho das máquinas. O barulho do futuro não era para todos.

As esteiras rolantes

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Recentemente passei meio ano observando o desenho animado Os Jetsons, que considero um dos programas de TV mais importantes do século XX por ser um marco cultural sobre o futuro. E a Feira Mundial de Chicago previu uma das criações que estariam na TV quase 70 anos depois.

Você deve lembrar que a família Jetson era meio preguiçosa. As máquinas faziam todo o trabalho para eles, e as calçadas se moviam em todos os lugares. Mas ao contrário do que pensam pessoas que cresceram assistindo Os Jetsons e as esteiras rolantes em lugares como aeroportos, essa promessa de futuro foi feita bem antes da existência do desenho animado. Esteiras rolantes fizeram sua estreia na Feira de 1893.

A ilustração acima veio de uma proposta de 1890 feita por Alfred Speer para uma calçada que se move. Ele patenteou a ideia duas décadas antes, mas o seu “pavimento móvel” não veria a luz do dia até Chicago abraçar a sua causa.

Uma edição de 1890 da Scientific American explicou como o sistema de Speer poderia funcionar:

Eles precisam ser feitos de diversos pequenos vagões encadeados. A primeira linha de correias precisa rodar a uma baixa velocidade, vamos dizer, 5km/h, e a partir deste cinturão de pavimento móvel, passageiros devem entrar sem dificuldade. A próxima parte pode ser mais veloz, 10km/h, mas a sua velocidade em relação à primeira parte é de 5km/h. Cada linha separada deve ter uma velocidade diferente em relação à adjacente; e, assim, o passageiro pode, ao trocar de uma plataforma para outra, aumentar ou diminuir a sua velocidade conforme ele quiser. Os assentos eram para ser colocados em pontos convenientes das plataformas de viagem.

Estranhamento, poucas fotografias das esteiras móveis de 1893 ainda existem. Abaixo a única foto que consegui. Infelizmente, nunca vi imagens com pessoas andando nelas.

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A Roda-Gigante e Midway

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Os 2,4km² da Feira eram para ser um ambiente “puro”. Um conselho de mulheres cujo trabalho era policiar moralmente e a “padrões decentes protestantes” na Feira ficou revoltado quando descobriu que elementos “impuros” – como dançarinas do ventre, atos de circo e passeios de parques de diversões – estavam pouco além do portão principal. Mas a verdade a “Midway”, como ficou conhecida a área com essas atrações, era onde os organizadores da Feira realmente faziam dinheiro. O mapa abaixo mostra onde ela estava posicionada: bem a oeste, quase literalmente no lado errado das coisas.

A Roda-Gigante fez a sua estreia na Midway em 1893. Era para rivalizar com a Torre Eiffel, que foi a peça principal da Exposição de Paris de 1889. Mas ela não tinha a mesma força. A roda-gigante original foi desmontada e enviada para a Feira Mundial de 1904 em St. Louis, e, depois disso, demolida em 1906.

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Direitos iguais para mulheres

Quando a feira abriu em 1893, direitos igualitários para mulheres era um sonho distante. As mulheres nos Estados Unidos não podiam votar e estavam relegadas às margens da vida pública. Mas os tempos estavam mudando lentamente. Mulheres importantes falaram na Feira sobre uma série de questões, incluindo o ícone dos direitos femininos, Susan B. Anthony, a defensora da reforma dos direitos trabalhistas Florence Kelley, e a abolicionista Julia Ward Howe.

Quando a Feira Mundial de Chicago foi financiada pelo Congresso, uma parte do dinheiro foi destinado para garantir que as mulheres fossem representadas. Como Susan Wels explica em seu artigo de 2003 sobre o papel das mulheres nas Feiras Mundiais de 1893 e 1915, a tecnologia futurista era vista como uma força libertadora para muitas mulheres americanas de classe média da época.

Ao autorizar e financiar o conselho feminino na Feira de Chicago, o Congresso estava de fato reconhecendo o crescimento organizado e influente do papel da mulher na sociedade americana. Novas tecnologias como encanamento doméstico, enlatamento, produção comercial de gelo e máquina de costura tinham libertado as mulheres de classe média de muitas tarefas domésticas, e mais e mais mulheres entravam em faculdades e no mercado de trabalho. Muitas, incluindo profissionais e mulheres de classe alta, estavam entrando em grupos de reforma social, e essas mulheres se organizaram para aumentar sua visibilidade e influência.

Foi durante uma série de artigos publicada pouco antes da Feira que a sufragista Mart E. Lease explicou como o futuro dos alimentos libertaria as mulheres do penoso trabalho de cozinha e limpeza. Escrevendo em um artigo que apareceu em jornais em todo o país, Lease falou o futuro da tecnologia como algo fantástico, com pílulas de refeição (ou “pequenos frascos”) que ajudariam a aliviar muitos problemas da mulher moderna:

A agricultura vai ser desenvolvida por eletricidade, a força motriz do futuro. A ciência vai criar a força da vida a partir da forma condensada de barro rico, ou de germes agora encontrados no coração do milho, ou o suco delicioso dos frutos. Um frasco pequeno dessa vida do seio fértil da Mãe Terra vai fornecer ao homem a subsistência para os dias, e, assim, os problemas de cozinhar serão resolvidos. O abate de animais, o apetite por carne que deixou o mundo fedendo a sangue e a humanidade bestializada, vai se tornar um dos horrores do passado. Abatedouros, açougues e gados serão convertidos em conservatórios e camas de flores.

Apesar da presença de mulheres importantes na Feira, ainda foram feitos alguns deslizes. O maior evento, realizado no dia 4 de julho de 1893, não teve discurso de nenhuma mulher. EM resposta, cinco mulheres da Associação Nacional do Sufrágio Feminino invadiram o programa do Dia da Independência e distribuíram cópias da Declaração dos Direitos Femininos para o responsável pelo evento. As mulheres só passaram a votar nos EUA quase três décadas depois com a ratificação da 19ª Emenda Constitucional de 1920.

O futurismo dos alimentos

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Algumas comidas que ainda são populares hoje em dia foram apresentadas na Exposição de 1893, incluindo alguns tipos de salgadinho, trigo desfiado e gomas de mascar. E mesmo que não tenha sido lançada na Feira, uma cerveja popular nos Estados Unidos atualmente mudou de nome graças ao evento.

De acordo com a Pabst, a cerveja mudou seu nome para Pabst Blue Ribbon após ser declarada a “Melhor Cerveja” da Feira de 1893. Por mais que isso seja verdade, a definição da melhor cerveja não rendeu a ela uma faixa azul.

Roupas cortadas por eletricidade

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Admito que existem dezenas de tecnologias, pessoas, ideias e alguns espetáculos gerais futuristas que foram apresentados na Feira e eu nem faço ideia. Algumas vezes vejo dicas de algumas coisas – como a placa “Roupas cortadas por eletricidade” na foto acima” e me pergunto o que isso deve significar. Como essas máquinas funcionavam? Como as pessoas reagiram quando viram pela primeira vez?

É por isso, amigos, que preciso de uma máquina do tempo. É ótimo ler sobre a Feira, olhar fotos, e assistir documentários – mas nada substitui a experiência de viver o momento. Uma foto não pode capturar o sentimento no ar, o cheiro das máquinas, a brisa do Lago Michigan, e o odor do corpo humano do século XIX. Quem diz que olhar fotos é como viajar no tempo está mentindo. Viagem no tempo é como viajar no tempo, e se você um dia encontrar algo parecido com a máquina do Doc Brown, por favor me avise. Nós podemos andar um pouco com Jesus, mas antes vamos pasar na Feira Mundial de Chicago de 1893.


Créditos das imagens

Capa de um livro, artista desconhecido. Cerca de 1893, escaneado do livro The White City: Chicago’s World’s Columbian Exposition of 1893 do Museu de História de Chicago

Grande Bacia da Feira de 1893 do Brooklyn Museum

21 de outubro, 1893 ingresso “Manhattan Day” escaneado da coleção do autor

“Chicago of To-day: The Metropolis of the West” escaneado do livro The White City: Chicago’s World’s Columbian Exposition of 1893 do Museu de História de Chicago

Fotrografia de 1893 da exposição de Nikola Tesla na Feira (Wikimedia Commons)

Templo Egípcio da Western Electric Company do Field Museum

Interior do templo, escaneado do The Chicago World’s Fair of 1893: A Photographic Record de Stanley Appelbaum

Telautógrafo, cerca de 1893 RedOrbit

Interior da Instalação Elétrica, escaneado do livro The Chicago World’s Fair of 1893: A Photographic Record de Stanley Appelbaum

Calçada móvel de Alfred Speed, do livro Victorian Inventions Leonard de Vries, 1971

Área com a calçada móvel na Feira de 1893 (Wikimedia Commons)

Pôster da Roda-Gigante, escaneada do livro The White City: Chicago’s World’s Columbian Exposition of 1893 do Museu de História de Chicago

Mapa da exposição, escaneada do livro The White City: Chicago’s World’s Columbian Exposition of 1893 do Museu de História de Chicago

Foto de uma fábrica abandonada da Pabst Brewery em Milwaukee, Wisconsin, tirada pelo autor em 2005

Grupo de mulheres na Feira, escaneado do livro The Chicago World’s Fair of 1893: A Photographic Record de Stanley Appelbaum

Instalação Elétrica do Brooklyn Museum

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