À caça dos cientistas

Químicos e biólogos estão na mira da Braskem, que planeja liderar a química sustentável no mundo até 2020

Luiz de França
Revista Você S/A – 12/2010

Depois de adquirir a fabricante americana de plástico de polipropileno Sunoco Chemicals, no início de 2010, e traçar novos planos para os próximos dez anos, que inclui estar entre as cinco maiores do mundo, a petroquímica brasileira Braskem também quer ser líder mundial em química sustentável. A notícia é boa para a natureza e, principalmente, para os engenheiros químicos e biólogos que sonham em viver da pesquisa.
A Braskem vai contratar 400 cientistas especializados em química sustentável nos próximos cinco anos. A empresa que nasceu de uma parceria da Odebrecht com a Petrobras, em 2002, já passou por 14 aquisições e pretende continuar crescendo dessa forma nos próximos anos. O pontapé inicial para essa nova meta de liderança da empresa foi a inauguração da primeira fábrica do mundo de plástico verde, feito de etanol de cana-de-açúcar. Já são 500 000 toneladas de polietileno produzidas com matéria-prima 100% renovável, em Triunfo, no Rio Grande do Sul.
O próximo passo será a construção de uma fábrica, prevista para 2011, que produzirá 1 milhão de toneladas de polipropileno verde, plástico de maior aplicação no mercado e
na produção de automóveis. “Pode até parecer um prazo muito longo para esse tanto de gente, mas o Brasil não tem muitos profi ssionais disponíveis com a expertise que precisamos”, diz Edmundo Aires, vice-presidente de tecnologia e inovação. Para não ter de buscar especialistas no exterior ou desmontar a formação universitária contratando os
professores, a companhia está disposta a fomentar a formação de competências que atendam às suas necessidades.
“Esse é o único jeito de garantirmos a contratação dessas pessoas ao longo do tempo”, diz Edmundo, que prevê a admissão de 50 desses profi ssionais em 2011. “Queremos pessoas capazes de identificar ideias para trabalhar a inovação e a produção de tecnologia na área
de biotecnologia e também na area fóssil.” A estratégia da Braskem sera entrar na universidade oferecendo bolsa de iniciação científica, mestrado e até doutorado. “Mais pra a frente, nossa missão será também entrar nas escolas de Ensino Médio para ajudar na orientação de carreira”, diz Marcelo Arantes, vice-presidente
de pessoas e organização.
Pelo menos 20 universidades do país já foram mapeadas como possíveis fontes de talentos. Uma delas é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, com a qual foi fi rmado um convênio para o desenvolvimento de produtos à base
de fontes renováveis. Mas não são apenas os profissionais formados em universidades que a Braskem está buscando. “A formação de mão de obra técnica média e superior é essencial para o crescimento de nossa indústria”, diz Marcelo, que ressalta a necessidade da valorizar a carreira técnica.

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Depois de adquirir a fabricante americana de plástico de polipropileno Sunoco Chemicals, no início de 2010, e traçar novos planos para os próximos dez anos, que inclui estar entre as cinco maiores do mundo, a petroquímica brasileira Braskem também quer ser líder mundial em química sustentável. A notícia é boa para a natureza e, principalmente, para os engenheiros químicos e biólogos que sonham em viver da pesquisa.
A Braskem vai contratar 400 cientistas especializados em química sustentável nos próximos cinco anos. A empresa que nasceu de uma parceria da Odebrecht com a Petrobras, em 2002, já passou por 14 aquisições e pretende continuar crescendo dessa forma nos próximos anos. O pontapé inicial para essa nova meta de liderança da empresa foi a inauguração da primeira fábrica do mundo de plástico verde, feito de etanol de cana-de-açúcar. Já são 500 000 toneladas de polietileno produzidas com matéria-prima 100% renovável, em Triunfo, no Rio Grande do Sul.
O próximo passo será a construção de uma fábrica, prevista para 2011, que produzirá 1 milhão de toneladas de polipropileno verde, plástico de maior aplicação no mercado e
na produção de automóveis. “Pode até parecer um prazo muito longo para esse tanto de gente, mas o Brasil não tem muitos profi ssionais disponíveis com a expertise que precisamos”, diz Edmundo Aires, vice-presidente de tecnologia e inovação. Para não ter de buscar especialistas no exterior ou desmontar a formação universitária contratando os
professores, a companhia está disposta a fomentar a formação de competências que atendam às suas necessidades.
“Esse é o único jeito de garantirmos a contratação dessas pessoas ao longo do tempo”, diz Edmundo, que prevê a admissão de 50 desses profi ssionais em 2011. “Queremos pessoas capazes de identificar ideias para trabalhar a inovação e a produção de tecnologia na área
de biotecnologia e também na area fóssil.” A estratégia da Braskem sera entrar na universidade oferecendo bolsa de iniciação científica, mestrado e até doutorado. “Mais pra a frente, nossa missão será também entrar nas escolas de Ensino Médio para ajudar na orientação de carreira”, diz Marcelo Arantes, vice-presidente
de pessoas e organização.
Pelo menos 20 universidades do país já foram mapeadas como possíveis fontes de talentos. Uma delas é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, com a qual foi fi rmado um convênio para o desenvolvimento de produtos à base
de fontes renováveis. Mas não são apenas os profissionais formados em universidades que a Braskem está buscando. “A formação de mão de obra técnica média e superior é essencial para o crescimento de nossa indústria”, diz Marcelo, que ressalta a necessidade da valorizar a carreira técnica.

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Publicado em 09/01/2011, em Meio Ambiente. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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