LHC cruza fronteira para nova física

Redação do Site Inovação Tecnológica – 17/06/2011

LHC cruza fronteira para nova física

Hoje, por volta das 10:50, horário local, um marcador na sala de controle do LHC passou de 0,999 para 1, atingindo algo que os físicos chamam de luminosidade integrada.[Imagem: CERN]

Hoje, por volta das 10:50, horário local, um marcador na sala de controle do LHC passou de 0,999 para 1, atingindo algo que os físicos chamam de luminosidade integrada.

Luminosidade integrada

O contador agora marca 1 femtobarn inverso.

Essa é a quantidade de dados acumulados por meio dos experimentos ATLAS e CMS, um marco importante na busca daquilo que os cientistas chamam de uma “nova física”.

O número significa uma quantidade que os físicos chamam de luminosidade integrada, que é uma medida do número total de colisões produzidas.

Um femtobarn inverso equivale a cerca de 70 milhões de milhões (70 x 1012) de colisões e representa uma quantidade de dados que os físicos acreditam ser suficiente para cruzar as fronteiras da física atual.

Nova física

Atingir um femtobarn inverso era o objetivo definido para todo o ano de 2011, tendo sido atingido com apenas três meses de colisões.

“Quando nós estabelecemos o objetivo de alcançar um femtobarn inverso em 2011 foi por uma boa razão: essa quantidade de dados pode muito bem dar-nos acesso a uma excitante nova física,” afirmou hoje Steve Myers, diretor do CERN.

Nessa nova física que os experimentos do LHC estão procurando está o mecanismo de Higgs e a supersimetria.

O mecanismo de Higgs, e sua partícula associada, também chamada de partícula de Deus, é o último ingrediente que falta do chamado Modelo Padrão da física de partículas, que explica o comportamento e as interações das partículas fundamentais que compõem a matéria comum, da qual nós e tudo ao nosso redor é feito.

Sem o mecanismo de Higgs, a teoria não consegue explicar o que dá massa às partículas.

A supersimetria é uma teoria que vai além do Modelo Padrão. É uma teoria mais elegante da matéria ordinária, e também poderia explicar a misteriosa matéria escura, que compõe cerca de um quarto do Universo.

Com um femtobarn inverso de dados há uma chance real de que, se estas teorias estiverem corretas, elas vão começar a manifestar-se nos dados.

Os experimentos do LHC estão agora trabalhando arduamente para deixar os resultados prontos para as principais conferências de física desta temporada: a conferência da Sociedade Europeia de Física sobre Física de Altas Energias, que será realizada em Grenoble de 21 a 27 de julho, e a Conferência Lépton-Fóton, este ano organizada pelo Instituto Tata, em Mumbai, de 22 a 27 de Agosto.

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Publicado em 17/06/2011, em Ciência e tecnologia. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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