Sir Stephen William Hawking

Uma das mentes mais brilhantes da nossa época, Sir Stephen Hawking superou , e ainda supera, várias adversidades impostas a ele e , com isso, fez várias descobertas que ajudaram a entender e a melhorar em muito o mundo em que vivemos.

Por Danilo Benjamin, Projeto Academia de Ciência

Stephen William Hawking nasceu exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu, em 8 de janeiro de 1942, em meio a 2º guerra mundial. Seus pais eram Frank Hawking, um biólogo pesquisador que trabalhava como parasitólogo no Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e Isabel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward. Hawking sempre foi interessado por ciência. Em sua infância, quando ainda morava em St. Albans, estudou na St Albans High School for Girls (garotos de até 10 anos eram educados em escolas para garotas) entre 1950 e 1953 – ele foi um bom aluno, mas não era considerado excepcional.

Entrou, em 1959, na University College, em Oxford, onde pretendia estudar matemática, contra a vontade de seu pai, que gostaria que Stephen estudasse medicina. Como o curso de matemática não era disponível em tal universidade optou então por física, formando-se três anos depois (1962).

Seus principais interesses eram termodinâmica, relatividade e mecânica quântica. Em 1966, obteve o doutorado na Trinity Hall, em Cambridge, onde atualmente é um membro honorário. Nesta época, Stephen W. Hawking foi diagnosticado com a doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica).

Em 1970, Hawking iniciou o trabalho sobre as características dos buracos negros. Como resultado de sua pesquisa, descobriu que buracos negros emitem radiação. Em 1979, assumiu a posição de professor e retornou, durante a década de 80, a um artigo sobre as origens do Universo e como a mecânica quântica pode afetar o destino.

Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidade é uma característica genérica da relatividade geral.

Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou miniburacos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs as quatro leis da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com termodinâmica. Em 1974, calculou que buracos negros deveriam, termicamente, criar ou emitir partículas subatômicas, conhecidas como radiação Hawking. Além disso, também demonstrou a possível existência de miniburacos negros. No início da década 80, Hawking também participou dos primeiros desenvolvimentos da teoria da inflação cósmica com outros físicos como Alan Guth, Andrei Linde e Paul Steinhardt, teoria que tinha como proposta a solução dos principais problemas do modelo padrão do Big Bang.

O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

Em 1985, enfrentou uma pneumonia e passou a necessitar de cuidados constantes. Imobilizado numa cadeira de rodas e se comunicando através de um sintetizador de voz, Hawking dá continuidade à sua ciência. Foi co-autor em muitas publicações, como “300 Years of Gravity” e “The Large Scale Structure of Space-time”, e autor de obras consagradas como “Breve História do tempo” (1988), “Buracos Negros, Universos Bebês e Outros Ensaios” (1993) e “O Universo numa Casca de Noz”, lançado no Brasil em 2001.

Enquanto procura juntar as pontas entre as teorias da relatividade e da mecânica quântica, o físico inglês afirma que a simbiose entre o orgânico e a máquina acontecerá em breve.

Hawking continua a ensinar e gosta de viajar com sua esposa e seus três filhos.

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Publicado em 15/01/2013, em Atualidades. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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